BANCO DE TECIDOS
CHSul, originalmente denominado Centro de Criobiologia Cardiovascular (CRIO), foi fundado, em 1988 pelo Prof. João Queiroz e Melo, tendo sido subsequentemente declarado de “Utilidade Pública” pelo Sr. Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.
Foi transferido por Despacho do Sr. Ministro da Saúde para o CHSul em finais de 2004, onde reiniciou a sua actividade em 2005.
A actividade do BTCHSul consiste na preparação criopreservação e distribuição de homoenxertos valvulares, aórticos e pulmonares, vasculares, ósseos e cutâneos. A criopreservação de paratiroides para uso autólogo, foi também uma das actividades praticadas regularmente pelo Centro de Criobiologia Cardiovascular, que permitia a reposição da função hormonal em situações de ablação da glândula tiroideia por neoplasia, bem como o ajustamento dos níveis da mesma hormona nos hiperparatiroidismo corrigidos cirurgicamente. Este serviço está também disponível no BTCHSul.
Como foi referido acima, para além destes tecidos, o BTCHSul prepara, conserva e distribui Membrana Amniótica (MA) imunologicamente inerte.
A preservação, por largos períodos, de tecidos de cadáver ou resíduos cirúrgicos é importante pois permite ao cirurgião ter acesso imediato aos mesmos que, em algumas circunstâncias, têm vantagens claras sobre materiais sintéticos. O melhor exemplo, na nossa opinião, é a válvula cardíaca.
Assim, a substituição de uma válvula cardíaca num adulto por uma prótese mecânica, implica que o paciente tenha que ser submetido a terapêutica anticoagulante para o resto da sua vida.
Se, pelo contrário for utilizada uma válvula de cadáver humano (homoenxerto) o mesmo não acontece. No caso de patologias do mesmo tipo ou de correcção de malformações congénitas em crianças, para além da vantagem acima mencionada, há a acrescentar, o facto do homoenxerto crescer com a criança o que, obviamente não ocorre com materiais sintéticos. Este mesmo princípio aplica-se igualmente ao osso.