Foi com o objectivo de responder a muitas situações de doentes que tinham indicação para transplante de medula óssea e não tinham um dador familiar compatível que houve necessidade de criar um Registo Nacional de Dadores Voluntários de Medula Óssea.
O Registo foi criado em 1995 pelo Despacho 22/95 com a designação abreviada de CEDACE (Centro Nacional de Dadores de Células de Medula Óssea, Estaminais ou de Sangue do Cordão), ficando sediado no Centro de Histocompatibilidade do Sul.
Em termos de organização e por definição do despacho, compete ao CEDACE:
Organizar os pedidos de dadores de células de medula óssea, estaminais ou de sangue do cordão, nacionais ou internacionais;
Coordenar as actividades de doação, conservação e transplante de células de medula óssea, estaminais ou de sangue de cordão;
Coordenar e organizar em colaboração com os Centros de Histocompatibilidade o recrutamento e aconselhamento de dadores;
Coordenar os dados de tipagem de dadores eventuais e manter actualizado o respectivo registo
Manter uma relação e informação permanentes sobre os dadores eventuais com os centros hospitalares de colheita e transplantação e com as unidades de Imunohemoterapia.
A actividade do CEDACE pode ser dividida em três áreas fundamentais, cada uma delas dependente de várias instituições:
1. A actividade de Registo, sediada no Centro de Histocompatibilidade do Sul, coordena a actividade nas restantes áreas.
2. A actividade de Centro de Dador é suportada pelos três Centros de Histocompatibilidade do Sul, Centro e Norte.
3. Actividade de colheita de células para transplantação é suportada pelas Unidades de Colheita dos Institutos Portugueses de Oncologia de Lisboa e Porto e do Hospital de Santa Maria.
A actividade como Registo de Dadores (CEDACE) passa pela acção de comunicação com Unidades de Transplantação, com as Unidades de Colheita nacionais e estrangeiras, contactos com Registos Estrangeiros, coordenação das colheitas de células para doentes nacionais ou estrangeiros, acompanhamento dos dadores nas colheitas, quer antes quer depois, suporte financeiro das despesas resultantes da actividade de colheita, comunicação com dadores, a fim de manter o Registo actualizado e garantir a fidelização dos dadores ao longo do período em que estão inscritos e não são chamados, controlo da facturação entre as Unidades de Transplantação e Registos Internacionais, contacto com os Centros de Dadores e, ainda, a manutenção da base informática nacional e o cruzamento com as bases de Registos Estrangeiros.
A actividade como Centro de Dador corresponde à actividade laboratorial de apoio ao Registo e que está sedeada nos 3 Centros de Histocompatibilidade. Os Centros de Dadores são responsáveis pelas colheitas de amostras e tipagem de dadores nas suas zonas de influência, cujos resultados são seguidamente enviados para o CEDACE. São, ainda, responsáveis pelos estudos dos dadores quando são activados para determinados doentes ou na preparação da transplantação.
A actividade de colheita de células para transplantação nacional e internacional é garantida pelos Centros de Colheita que estão, neste momento, a exercer a sua actividades nos Institutos Portugueses de Oncologia de Lisboa e Porto e no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.